O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou essa semana o envio de presos para auxiliar na limpeza das áreas atingidas pelas fortes chuvas no município de Ubá, na Zona da Mata.
A cidade foi uma das mais afetadas pelos temporais recentes, que provocaram enchentes, destruição, lama nas ruas, além de mortes e famílias desalojadas. Diante do cenário de calamidade, o governo estadual mobilizou detentos para atuar principalmente na retirada de entulhos e na limpeza das vias públicas.
Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), os presos que participam da ação utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e integram programas de trabalho previstos na legislação brasileira. A medida também pode contribuir para a remição de pena, conforme estabelece a Lei de Execução Penal.
Como funciona o trabalho dos detentos?
No Brasil, o trabalho de pessoas privadas de liberdade é permitido por lei e faz parte das políticas de ressocialização. Além de ocupar o tempo ocioso dentro do sistema prisional, a atividade pode garantir redução da pena e capacitação profissional.
Em situações emergenciais, como desastres naturais, estados costumam utilizar essa mão de obra para reforçar serviços públicos, especialmente em ações de limpeza e reconstrução.
Repercussão nas redes
A iniciativa gerou debate nas redes sociais. Parte da população defende a medida como uma forma de acelerar a recuperação da cidade e oferecer oportunidade de ressocialização aos detentos. Outros, no entanto, questionam a segurança da operação e as condições de trabalho.
Até o momento, o governo não informou o número total de presos envolvidos na ação.
Após tragédia das chuvas, Zema coloca presos para limpar ruas em Minas: solução ou polêmica?
- Detentos foram enviados para ajudar na remoção de lama e entulhos em cidade atingida por enchentes; governo diz que ação faz parte de programa de ressocialização
- Tags: #areporter, #polemica, #romeuzema, #sejusp, #ubá
Rary Ramos
Jornalista e redatora, transforma fatos em informações claras e próximas do leitor, com o propósito de comunicar de forma simples, humana e responsável.
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