O brasileiro Bruno Gabriel Leal da Silva, de 28 anos, morreu em Kiev após denúncias de que teria sido submetido a agressões dentro de um batalhão composto em grande parte por brasileiros que atuam ao lado das forças ucranianas.
Investigação publicada pelo jornal Kyiv Independent aponta que o jovem teria sido vítima de violência dentro da chamada unidade “Advance”, grupo que opera sob a estrutura da inteligência militar da Ucrânia.
Segundo ex-integrantes ouvidos sob anonimato, o ambiente dentro da unidade era marcado por regras rígidas e punições severas.
Testemunhas relataram que práticas de violência física eram recorrentes, incluindo:
espancamentos coletivos;
queimaduras;
aplicação de choques elétricos;
simulações de afogamento;
asfixia com saco plástico;
agressões de natureza s3xu@l com objetos.
De acordo com os depoimentos, Bruno ainda estava em fase de seleção e não teria assinado contrato definitivo com o batalhão. Há relatos de que ele pretendia deixar o país e retornar ao Brasil.
Na noite anterior à morte, ele teria retornado à base fora do horário permitido e, como punição inicial, teria sido forçado a participar de uma luta contra outro integrante. Em seguida, testemunhas afirmam que ele foi levado para um espaço conhecido como “container”, onde teria sofrido novas agressões.
No dia seguinte, colegas relataram ter encontrado o corpo com sinais de violência.
As autoridades ucranianas confirmaram a morte e informaram que o caso está sob investigação preliminar.
Até o momento, detalhes oficiais sobre laudos médicos ou autópsia não foram divulgados.
O caso levanta questionamentos sobre as condições enfrentadas por estrangeiros que se alistam para atuar no conflito e sobre possíveis violações de direitos humanos dentro de unidades compostas por voluntários internacionais.






