PORTO VELHO, RO – Novas informações reveladas pela Polícia Civil de Rondônia nesta segunda-feira (09/02) jogam luz sobre a motivação do assassinato da professora e escrivã Juliana Matos de Lima Santiago, morta dentro de uma universidade na última sexta-feira. A delegada Leisaloma Carvalho foi enfática ao descartar qualquer envolvimento amoroso entre a vítima e o agressor, desmentindo notícias falsas que circularam logo após o crime.
Postura Profissional e Ética
Segundo a investigação, Juliana sempre impôs limites claros ao aluno João Júnior, que insistia em aproximações inapropriadas. A professora chegou a alertar o estudante de que qualquer envolvimento seria proibido pelas normas da instituição e poderia resultar em sua demissão.
“Ela sempre manteve uma postura estritamente profissional”, afirmou a delegada. A linha de investigação aponta que o suspeito desenvolveu uma obsessão unilateral pela docente.
O “Inconformismo” e as Mensagens
A delegada revelou que o estopim para o ataque teria sido o inconformismo do aluno ao ver Juliana feliz em seu relacionamento pessoal. Recentemente, a professora havia publicado uma foto ao lado do namorado nas redes sociais, o que gerou uma reação agressiva do suspeito.
Em mensagens analisadas pela polícia, o agressor demonstrou ciúmes explícitos e chegou a escrever que “tinha perdido para a concorrência”.
“O suspeito não aceitava os limites impostos e demonstrava um sentimento de posse que não correspondia à realidade”, explicou a autoridade policial.
Combate a Fake News
A coletiva serviu também para proteger a memória da vítima, que além de professora era servidora da segurança pública. A polícia reforça que as tentativas de vincular um suposto relacionamento entre ambos eram infundadas e que o crime se configura como um ataque motivado por rejeição e obsessão.
O suspeito permanece preso e responderá por homicídio qualificado.






