A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito sobre a morte do cão Orelha e afirmou que o adolescente investigado apresentou contradições significativas ao longo dos depoimentos, indicando que teria mentido em momentos-chave da apuração.
Segundo os investigadores, as versões apresentadas por ele não batem com as provas técnicas reunidas.
A polícia informou que analisou cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança, utilizadas para mapear os deslocamentos do suspeito, reconstruir a linha do tempo e confrontar as declarações dadas durante as oitivas.
As gravações mostram um rapaz circulando pela região por volta das 5 horas da manhã, horário considerado crucial para o andamento das investigações. Entre os materiais apreendidos, um moletom foi classificado como elemento central na investigação, por ajudar a relacionar o suspeito às imagens captadas e reforçar os indícios reunidos no inquérito.
A Polícia Civil destacou que o conjunto de provas inclui registros audiovisuais, laudos técnicos, depoimentos e perícias, que sustentam as conclusões da apuração. As autoridades também ressaltaram que o caso foi tratado com rigor técnico, dada a gravidade da crueldade cometida contra um animal indefeso.
Para a polícia, o inquérito demonstra que não se trata de um episódio banal, mas de um crime sério, que exige resposta firme e responsabilização. O caso de Orelha ganhou grande repercussão e se tornou um símbolo de indignação pública, diante da brutalidade praticada.
Com o inquérito concluído, cresce a cobrança por justiça, punição proporcional e um posicionamento firme do sistema judicial, para que a morte de Orelha não termine em impunidade.
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