MANACAPURU (AM) – O governador do Amazonas, Wilson Lima, deu início oficial, nesta quinta-feira (22/01), às atividades de 2026 do Barco Hospital São João XXIII. A primeira missão do ano ocorre em Manacapuru (a 68 km de Manaus), onde a unidade fluvial deve realizar uma semana intensiva de atendimentos na comunidade do Caviana. Desde o início de suas operações, no fim de 2024, o projeto já alcançou a marca histórica de 200 mil atendimentos realizados em comunidades remotas.
Durante a solenidade, o governador destacou que a estrutura funciona como um elo vital entre a atenção básica dos municípios e a alta complexidade da capital. “Essa estrutura é um hospital de média complexidade sobre as águas. Conseguimos fazer o atendimento intermediário entre o que faz uma prefeitura e o estado com a alta complexidade na capital”, afirmou Wilson Lima.
Estratégia e Alcance Regional
A embarcação ficará ancorada no Caviana entre os dias 23 e 29 de janeiro. A escolha do ponto é estratégica: por ser polo, Manacapuru atrai pacientes de pelo menos outros sete municípios vizinhos, como Anamã e Beruri. A prefeita Valcileia Maciel reforçou que a parceria reduz drasticamente a necessidade de deslocamento de pacientes para Manaus.
Com quatro andares e estrutura completa que inclui centro cirúrgico, 14 leitos, consultórios odontológicos e oftalmológicos, além de equipamentos de mamografia e raio-X, o barco é hoje um dos principais ativos da política de interiorização da saúde no Amazonas.
Reconhecimento Federal
O sucesso do modelo chamou a atenção do Governo Federal. Em novembro do ano passado, a unidade foi integrada ao programa “Agora Tem Especialista”, do Ministério da Saúde, garantindo contrapartida federal para o custeio das operações. Para o coordenador da unidade, Frei Matias, o diferencial é a dignidade: “O barco chega perto da casa das pessoas, facilitando o acesso a quem não tem condições financeiras de ir aos grandes centros”.
Ao todo, o São João XXIII já percorreu 25 expedições, passando por cidades como Parintins, Itacoatiara, Codajás e Novo Airão, consolidando-se como um modelo inovador de assistência em áreas de difícil acesso na Amazônia.





