O uso da força e do algemamento em pessoas em estado de surto psicótico ou sob efeito de substâncias voltou ao centro do debate nesta semana. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a extrema dificuldade enfrentada por agentes de segurança para conter indivíduos agressivos, levantando um alerta: as técnicas ensinadas nas academias de polícia são suficientes para o cenário real?
Teoria vs. Prática
Muitos policiais apontam que o treinamento atual foca excessivamente na “desescalada” verbal, mas falha ao não simular o controle físico necessário quando o diálogo não funciona. Outro ponto crítico é o peso do equipamento. Um policial equipado pode carregar até 14kg extras entre colete, armas e acessórios, o que altera drasticamente a mobilidade e o equilíbrio durante uma luta corporal.
O perigo dos “instrutores de tatame”
O depoimento de um policial e artista marcial, que prefere manter a experiência como base, critica os chamados “nadadores de chuveiro”, instrutores que ensinam técnicas visualmente bonitas para redes sociais, mas que nunca enfrentaram uma ocorrência real de rua.
“Algemar é praticamente uma modalidade policial. O verdadeiro treinamento começa com a compreensão de que algemar é uma habilidade, não um atalho”, afirma o agente, destacando que muitas vezes o agressor possui formação em artes marciais, como Jiu-Jítsu ou Muay Thai, o que torna a imobilização ainda mais perigosa para a guarnição.
Riscos de segurança
A falha em um algemamento não resulta apenas em ferimentos. Há registros de ocorrências em que a resistência do agressor levou à perda da arma do policial ou a confrontos prolongados que colocam em risco a vida de todos os envolvidos. Especialistas defendem que o treinamento precisa ser contínuo, baseado em cenários reais e, principalmente, com o policial utilizando o fardamento completo para garantir a veracidade dos movimentos.






