O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está se articulando para deixar o cargo, pavimentando um novo cenário na política econômica brasileira. A movimentação acontece em um cenário econômico desafiador, marcado pela persistência da taxa de juros em patamares elevados, mesmo após mudanças estratégicas no comando do Banco Central.
A saída de Haddad parece iminente, especialmente após suas declarações em entrevista ao jornal O GLOBO, onde ele revelou ter conversado com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seus planos para 2026.
O ministro confirmou que, embora não pretenda concorrer nas próximas eleições, deseja atuar na campanha de reeleição do presidente. Em resposta, Lula demonstrou uma postura “muito amigável” e garantiu que respeitará qualquer decisão tomada pelo chefe da equipe econômica.
Expectativas e Legado
Fontes próximas ao governo indicam que Haddad pode deixar o cargo já no início de 2026, antes mesmo do lançamento de seu novo livro, previsto para fevereiro.
Haddad avalia ter cumprido suas principais metas e entregas, entre elas:
A aprovação da Reforma Tributária.
A ampliação da isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil.
A implementação da taxação de super-ricos.
Com a economia ainda lutando contra os juros altos, a saída de Haddad marca um novo capítulo, deixando para seu sucessor um legado de impostos elevados e a tarefa de lidar com os persistentes desafios macroeconômicos.









