A jovem Ielly, de 23 anos, gravou sem querer a própria morte e acabou deixando nas mãos da polícia a principal prova contra o namorado, Diego Borges, de 27 anos. O caso, inicialmente tratado como latrocínio, teve uma reviravolta após um vídeo encontrado no celular da vítima.Segundo a polícia,
Diego chegou à delegacia afirmando que ele e Ielly haviam sido alvo de um assalto. Ele contou que dois homens em uma moto teriam atirado e matado a jovem durante o suposto roubo. O depoimento, no entanto, chamou a atenção dos investigadores por conter contradições e informações confusas.
A mudança no rumo da investigação veio quando a tia de Ielly levou à delegacia o celular da sobrinha. Nele, os policiais encontraram um vídeo gravado instantes antes da morte. As imagens mostram Diego apontando a arma para a namorada e, em seguida, disparando à queima-roupa.
A jovem morreu na hora.Testemunhas e familiares relataram um histórico de agressões e controle por parte de Diego, o que foi confirmado pela ficha criminal do suspeito: ele já tinha passagens por roubo e violência doméstica contra uma ex-namorada.Após a confirmação das imagens, a polícia descartou totalmente a versão de assalto.
O suspeito deve ser julgado por feminicídio qualificado, podendo pegar mais de 40 anos de prisão.A mãe da vítima também deu depoimento ao programa Cidade Alerta, reforçando que a filha vivia em um relacionamento marcado pelo medo e pela violência.









