O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, confirmou que o partido suspendeu o pagamento do salário de R$ 46 mil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após a conclusão do julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Valdemar, a decisão foi tomada para que o partido cumprisse a lei, evitando novas sanções da Justiça. “Cumpri a lei”, resumiu o dirigente, destacando que pessoas condenadas com trânsito em julgado devem ter salário e outras funções suspensas pelos partidos políticos.
O dirigente explicou que o pagamento interrompido correspondia ao vencimento equivalente ao recebido pelos deputados federais. Ele enfatizou que, caso não tivesse determinado a suspensão, o PL poderia ter sido multado novamente pelo poder judiciário. “Se eu não determino a suspensão do salário do nosso amado presidente Bolsonaro, o partido certamente seria punido com mais uma multa pelo poder judiciário”, disse.
Jair Bolsonaro foi condenado a cumprir 27 anos e 3 meses de prisão no julgamento da trama golpista do STF. Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes determinou o trânsito em julgado do processo, o que significa que não há mais possibilidade de recursos e a sentença é definitiva.
A medida tomada pelo PL acende novamente o debate sobre a responsabilização de políticos condenados e a aplicação de leis eleitorais e partidárias no país, em um momento de atenção nacional à trajetória judicial do ex-presidente.






