A jornalista norte-americana Stephanie Hockridge, ex-apresentadora da emissora ABC15, no Arizona, foi condenada por participar de um dos maiores esquemas de fraude dos programas emergenciais criados durante a pandemia nos Estados Unidos.
As autoridades afirmam que o grupo desviou US$ 63 milhões cerca de R$ 340 milhões na cotação atual.Hockridge, de 42 anos, ficou conhecida por sua atuação na TV local, onde trabalhou entre 2011 e 2018, chegando a ser indicada ao Emmy durante a carreira.
Após deixar o jornalismo, ela ingressou no setor empresarial e se tornou co-fundadora da Blueacorn, empresa criada em abril de 2020, no auge da pandemia.Segundo a acusação, a Blueacorn oferecia consultoria para ajudar pequenos negócios a solicitar recursos do Programa de Proteção ao Salário (PPP) o equivalente ao auxílio emergencial para empresas. No entanto, investigações apontaram que a empresa teria produzido folhas de pagamento falsas, extratos bancários adulterados e documentos fiscais fabricados com o objetivo de inflar valores e aprovar empréstimos fraudulentos.
A Justiça afirma que parte do dinheiro obtido ilegalmente foi transferida diretamente para contas pertencentes à jornalista. O marido dela, Nathan Reis, também sócio da empresa, já havia se declarado culpado pelo mesmo esquema.
O juiz Reed O’Connor, responsável pelo caso, condenou Hockridge a 10 anos de prisão, mais 2 anos de liberdade supervisionada, além da obrigação de restituir os US$ 63 milhões desviados.A defesa da jornalista, representada pelo advogado Richard E. Finneran, afirma que irá recorrer, alegando que os promotores não comprovaram que todos os empréstimos concedidos pela empresa eram fraudulentos.
Um relatório do Congresso norte-americano apontou ainda que a Blueacorn possuía controles internos frágeis, facilitando a aprovação de pedidos irregulares em larga escala. O caso é considerado um dos maiores escândalos financeiros envolvendo recursos emergenciais liberados durante a pandemia.









