O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (24), em entrevista coletiva, que os apoiadores que se reuniram em frente ao condomínio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram injustamente acusados de participação em organização criminosa. Segundo ele, os manifestantes apenas se reuniram para orar, e a decisão que retirou Bolsonaro da prisão domiciliar utilizou como justificativa a intolerância religiosa.
“Querem transformar um ato pacífico de oração em algo como se fosse uma tentativa de tumulto ou mobilização ilegal”, disse o senador.
Flávio Bolsonaro criticou o ministro Alexandre de Moraes (STF), responsável pela decisão que autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro, e enfatizou que não houve qualquer intenção de acampar ou provocar desordem. Para o parlamentar, os apoiadores apenas exerceram o direito constitucional ao culto religioso, garantido pela Constituição Federal.
A declaração ocorre em meio a um contexto de alta tensão política, com aliados do ex-presidente buscando reforçar a narrativa de que ações legais contra Bolsonaro e seus apoiadores estariam, segundo eles, vinculadas a perseguição política ou restrições a direitos civis.
O caso segue sob análise das autoridades, e o debate sobre a distinção entre manifestações pacíficas e possíveis infrações legais continua a gerar repercussão no Congresso e entre juristas.
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