A Câmara Municipal de Barcelos reprovou as contas do ex-prefeito Edson Mendes referentes ao exercício de 2017. A votação foi concluída com 9 votos a favor da reprovação e 2 contrários. O parecer técnico apontou ausência de documentos comprobatórios de despesas e falhas consideradas graves na execução orçamentária durante o primeiro mandato do ex-gestor.
Com a decisão, Edson Mendes passa a correr risco de se tornar inelegível por até oito anos, conforme previsto na Lei da Ficha Limpa, caso o Tribunal de Contas do Estado e a Justiça Eleitoral mantenham o entendimento. A situação pode impactar os planos do ex-prefeito, que vinha sendo mencionado como possível candidato nas próximas eleições municipais.
Na sessão, os vereadores Jair Gomes e Eduardo Militão foram os únicos a votar contra a reprovação. A maioria dos parlamentares afirmou que o posicionamento da Câmara reforça a necessidade de maior rigor na fiscalização do uso de recursos públicos, especialmente após denúncias recorrentes de má gestão em administrações passadas.
O caso de Barcelos se soma a outras decisões semelhantes em cidades do interior do Amazonas, onde Câmaras Municipais têm endurecido a análise de contas de ex-prefeitos. Em várias localidades, antigas gestões seguem sob questionamentos envolvendo ausência de prestação de contas, obras não concluídas e contratos sem comprovação adequada.
Para analistas políticos, a decisão tem caráter simbólico. A avaliação é de que a população mais vigilante e conectada exige maior responsabilidade fiscal dos gestores, e qualquer descumprimento pode comprometer seriamente o futuro político de ex-administradores.






