Nesta quinta-feira (6/11), o ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT-SP), de 75 anos, foi vítima de uma tragédia inimaginável em sua residência no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo. Durante um desentendimento familiar, o filho dele, Francisco Frateschi, de 34 anos, sofreu um surto psicótico e atacou o pai com golpes de faca, atingindo a cabeça, braços e abdômen. Frateschi entrou em parada cardiorrespiratória e foi socorrido ao Hospital das Clínicas, onde faleceu apesar dos esforços médicos.
A esposa de Paulo, Yolanda Maux Viana, de 64 anos, tentou intervir na briga e acabou ferida, sofrendo uma fratura no braço. Ela foi atendida em uma UPA na região e está fora de perigo. A irmã de Francisco, de 42 anos, também sofreu lesões leves.
Francisco foi detido em flagrante pela Polícia Militar e levado ao 91º Distrito Policial (Ceasa), onde a ocorrência é investigada como lesão corporal seguida de morte. A família, que reside em Paraty (RJ) e estava em SP para tratamento psiquiátrico de Francisco, enfrenta mais um capítulo de dor: Frateschi já havia perdido dois filhos em acidentes de carro, Pedro (7 anos, em 2002) e Júlio (16 anos, em 2003).
Fundador do PT e amigo pessoal do presidente Lula, Frateschi foi deputado estadual entre 1983 e 1987, presidente estadual do partido e atuou como secretário na gestão de Fernando Haddad na prefeitura de SP. Sua militância incansável pela democracia e pelos trabalhadores repercutiu entre líderes petistas. “Companheiro querido, homem fraterno e referência de compromisso público”, lamentou Haddad.
O PT emitiu nota de pesar, destacando seu legado. Lula foi informado e enviou emissários para apoiar a família. O caso choca o meio político e reforça debates sobre saúde mental.






