Uma equipe de pesquisadores da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) enfrentou momentos críticos ao atravessar o olho do furacão Melissa, que avança pelo Atlântico em categoria 3. A missão, realizada na noite de quinta-feira (31), tinha como objetivo coletar dados atualizados sobre a intensidade e o deslocamento do sistema.
Os tripulantes estavam a bordo de um avião WC-130J — conhecido como “caçador de furacões” — quando fortes rajadas atingiram a aeronave durante a travessia da parede do olho, região onde se concentram os ventos mais agressivos de um ciclone tropical. O piloto relatou quedas abruptas de altitude provocadas por turbulência severa.
Apesar das condições extremas, a aeronave conseguiu completar o trajeto e emergiu no centro do furacão, área relativamente calma, mas cercada por nuvens gigantescas em rotação. “Foi uma das passagens mais difíceis desta temporada”, relatou um dos meteorologistas a bordo. Ninguém ficou ferido.
O furacão Melissa permanece com ventos sustentados acima de 185 km/h e desloca-se em direção ao norte do Atlântico. Até o momento, não há previsão de impacto direto em áreas habitadas, mas o Centro Nacional de Furacões (NHC) alerta para a possibilidade de alterações na rota nos próximos dias, o que mantém autoridades em monitoramento constante.
Meteorologistas reforçam que as missões aéreas são essenciais para melhorar previsões e modelos numéricos, contribuindo para alertas mais precisos e medidas de proteção em caso de ameaça a comunidades costeiras






