Dois policiais civis morreram e ao menos outros sete agentes de segurança entre civis e militares ficaram feridos durante a megaoperação realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação teve como objetivo reprimir o avanço de facções criminosas e combater o tráfico de armas e drogas na região, considerada uma das mais conflagradas da capital fluminense.
Os agentes mortos foram identificados como Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como “Máskara”, recentemente promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita); e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, lotado na 39ª DP (Pavuna). Ambos foram atingidos durante intensos tiroteios contra criminosos fortemente armados.
De acordo com informações iniciais, a operação gerou uma série de confrontos em diferentes pontos das comunidades, obrigando moradores a permanecerem em casa e suspendendo serviços essenciais, como transporte e atividades escolares. A circulação na Estrada do Itararé chegou a ser interrompida devido aos disparos.
A Polícia Civil informou que as equipes seguiam em missão contra organizações ligadas ao tráfico de drogas e investigam informações sobre a atuação de grupos armados que dominam a região. Armas, munições e outros materiais ilícitos foram apreendidos durante a ação, que contou com apoio de unidades especializadas e da Polícia Militar.
O clima entre os agentes é de comoção. Colegas dos investigadores ressaltaram a dedicação e o histórico profissional dos policiais mortos, que atuaram por anos no combate direto ao crime organizado.
O governo do Rio de Janeiro ainda não divulgou o balanço final da operação. As circunstâncias das mortes e dos ferimentos seguem sob apuração.










