Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto Sou da Paz revelou que apenas 41% dos homicídios ocorridos no Amazonas em 2023 foram solucionados, o mesmo índice do levantamento anterior. O número acendeu alertas sobre a efetividade das políticas de segurança pública no estado e gerou críticas por parte de lideranças políticas.
A professora Maria do Carmo (PL-AM), pré-candidata ao governo do Amazonas, comentou os dados e criticou a falta de respostas do Estado diante do cenário de violência. Para ela, o baixo índice de crimes solucionados reflete a ausência de prioridade e investimento real na área.
“Mais da metade das mortes seguem sem resposta. A família chora, o Estado se cala e a vida segue, como se fosse normal, mas não é”, afirmou Maria do Carmo.
A pré-candidata também acusou gestões anteriores de não cumprirem promessas relacionadas à segurança pública. Segundo ela, ações efetivas não têm acompanhado os discursos políticos.
“A velha política por aqui é especialista nisso: prometer novas ações de segurança enquanto o povo continua com medo de sair de casa. Enquanto isso, tem gente, principalmente a esquerda, que adora passar a mão na cabeça de bandido. Trata criminoso como vítima e a vítima como culpada. Não funciona”, declarou.
“Investigar, punir e proteger”
Maria do Carmo destacou que o trabalho dos policiais deve ser reconhecido, mesmo diante da falta de estrutura e valorização. Ela defende que o Estado seja firme no enfrentamento à criminalidade e defendeu um modelo de gestão com base em princípios conservadores.
“Segurança não é discurso bonito em palanque. É investigar, punir e proteger. O Amazonas precisa de um governo com princípios de direita raiz, firme e corajoso, para colocar ordem na casa. Porque do jeito que está, a impunidade virou rotina, e a rotina virou vergonha”, criticou.
A pré-candidata citou ainda dados de uma pesquisa (não especificada no release) que apontariam que seis em cada dez amazonenses desejam mudança na política estadual. Para ela, esse sentimento é reflexo do esgotamento da população com promessas não cumpridas.
“Chega de promessas recicladas. O povo quer mudança e essa mudança tem lado, tem valor e tem direção”, finalizou.





