Manaus | 4 de junho de 2026 | 07:17:17

Moraes barra pedido de Mauro Cid e mantém tornozeleira, passaporte retido e bens bloqueados

Lula Marques/Agência Brasi

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Mauro Cid para extinguir sua pena e suspender as medidas restritivas impostas durante o processo da chamada “trama golpista”.

A decisão foi publicada nesta terça-feira (16), poucos dias após o fim do julgamento em que Cid foi condenado a 2 anos de prisão em regime aberto, com base em um acordo de delação premiada.

O que a defesa pedia?

A defesa alegava que Mauro Cid já cumpriu, na prática, a pena imposta, pois passou mais de dois anos sob medidas restritivas, incluindo prisão preventiva, uso de tornozeleira eletrônica, retenção de passaporte e bloqueio de bens.

Por isso, seus advogados pediram:

Extinção da pena;

Retirada da tornozeleira eletrônica;

Devolução dos passaportes;

Liberação de bens e valores bloqueados.

O que decidiu Moraes?

O ministro indeferiu todos os pedidos. Segundo ele, a análise desses requerimentos só pode ser feita após o trânsito em julgado da ação penal ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos.

“Considerando que o momento processual adequado para análise dos pedidos formulados será com o início da execução da pena e após o trânsito em julgado da presente ação penal, indefiro o requerimento formulado pelo réu Mauro César Barbosa Cid”, escreveu Moraes na decisão.

Cid, Bolsonaro e outros condenados

Na semana passada, a Primeira Turma do STF condenou Mauro Cid, Jair Bolsonaro e outros seis réus por crimes relacionados à tentativa de golpe e ataque ao Estado Democrático de Direito.

As condenações incluíram:

Organização criminosa armada;

Tentativa de golpe de Estado;

Abolição violenta do Estado de Direito;

Dano qualificado;

Deterioração de patrimônio público.

Apesar de Cid ter colaborado com a Justiça, seu papel como ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e operador de bastidores da crise institucional segue sob análise constante da Corte.

Com informações da Agencia Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens