O assassinato do cinegrafista Daniel Junio da Silva Miranda, de 32 anos, chocou Manaus pela brutalidade e também pela relação de confiança que existia entre vítima e acusados. Os dois adolescentes apreendidos pelo crime, de 14 e 16 anos, já haviam trabalhado para Daniel, chegando a dirigir para ele após o profissional sofrer um acidente que deixou a clavícula lesionada.
Segundo a investigação, um dos jovens ligou para a vítima pedindo R$ 20 para comprar entorpecentes. Ao ser recebido em casa, junto ao comparsa, eles anunciaram o assalto. Daniel tentou reagir, mas foi golpeado com uma tesoura, uma chave de fenda e uma faca. Em seguida, os adolescentes fugiram levando pertences pessoais e parte da renda de um pequeno lanche que ele comercializava.
O crime aconteceu no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus. Um dos suspeitos acabou detido por moradores após ser visto coberto de sangue. A população ainda tentou linchá-lo, mas ele foi resgatado pela polícia. O segundo adolescente foi encontrado logo depois, indicado pelo próprio comparsa. Ambos precisaram de atendimento médico antes de serem encaminhados para procedimentos legais.
O caso está sob apuração da Polícia Civil do Amazonas e levantou discussões sobre a vulnerabilidade social de menores envolvidos em crimes violentos na capital.






