Um novo episódio de violência sexual no município de Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas. No último dia 20 de julho, uma mulher indígena de 23 anos foi vítima de estupro cometido por um agente da segurança pública local, em uma delegacia desativada. A denúncia foi encaminhada ao Portal CM7, e reacende o alerta sobre a gravidade da violência institucionalizada na região.
Segundo o relato, o autor do crime que já seria suspeito de outras agressões sexuais contra mulheres em situação de vulnerabilidade atraiu a vítima com a promessa de ajuda. Alcoolizada, ela foi levada à força para a delegacia abandonada, onde sofreu o abuso. Um vídeo gravado pelo próprio agressor durante o crime, enviado à vítima como forma de intimidação, reforça a brutalidade do ataque.
O caso foi denunciado formalmente e deve ser investigado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). A identidade do suspeito, mantida em sigilo por enquanto, vem gerando revolta local e pressão nacional por justiça, sobretudo após o recente escândalo envolvendo o estupro de uma mulher da etnia Kokama que revelou uma rede de abusos sexuais coletivos por policiais militares na mesma cidade, entre 2022 e 2023.
As denúncias consecutivas apontam para um padrão cruel e sistemático de violência: homens em posição de poder se aproveitam de mulheres indígenas vulneráveis, usando inclusive instalações públicas como a própria delegacia como cenário para a violação dos direitos humanos mais básicos.
A ONG Virada Feminina que vem acompanhando casos semelhantes, cobra ações imediatas do Estado e mecanismos eficazes de proteção para as mulheres da região. “Esse tipo de crime não é isolado. É a ponta de um iceberg de impunidade e omissão institucional”, alertou uma representante da entidade.








