A partir de 1º de agosto de 2025, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser atendidos em clínicas e hospitais particulares, sem custo, por meio do programa “Agora Tem Especialistas”. A iniciativa, anunciada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), tem como objetivo reduzir filas no sistema público e utilizar a capacidade ociosa da rede privada.
Pelo modelo, empresas de planos de saúde que têm dívidas de ressarcimento com o SUS — atualmente somando cerca de R$ 750 milhões — poderão abater esses valores ao oferecer atendimentos gratuitos aos usuários do sistema público. A medida vai contemplar inicialmente seis especialidades de alta demanda: oncologia, ortopedia, ginecologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e cardiologia.
A adesão das operadoras será voluntária e ocorrerá por meio de editais. Estados e municípios serão responsáveis por encaminhar os pacientes para a rede privada credenciada. O programa determina um volume mínimo de 100 mil atendimentos por mês (ou 50 mil para planos de menor porte) e só permite o abatimento da dívida após a conclusão de todo o ciclo de atendimento — consulta, exames e possíveis procedimentos cirúrgicos.
Segundo o Ministério da Saúde, a proposta é agilizar o acesso a especialistas e aliviar a sobrecarga da rede pública. A ANS será a responsável por fiscalizar o cumprimento das regras e aplicar sanções em caso de descumprimento.
Além disso, a partir de outubro, os atendimentos realizados pela rede privada serão integrados ao Meu SUS Digital, permitindo que o histórico clínico fique disponível para o paciente e para as equipes de saúde que o acompanham.







