Manaus (AM) – A manifestação “Fora Lula e Fora Moraes”, marcada para o próximo sábado, dia 3 de agosto, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, vem mobilizando parlamentares e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato, no entanto, também expôs divergências dentro da própria direita amazonense quanto à condução e finalidade da mobilização.
A deputada estadual Débora Menezes (PL-AM) percorreu algumas das principais avenidas da cidade realizando um adesivaço, com distribuição de camisetas, cartazes e materiais gráficos com seu nome. A ação visa reforçar a convocação para o ato, que pretende reunir apoiadores da pauta conservadora em protesto contra decisões do ministro Alexandre de Moraes (STF) e contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Outros nomes do PL no Amazonas, como a pré-candidata ao governo Maria do Carmo Seffair, o vereador Capitão Carpê Andrade e o deputado federal Capitão Alberto Neto, também manifestaram apoio à manifestação por meio das redes sociais, incentivando a adesão popular.
No entanto, a convocação foi alvo de críticas por parte do líder de um movimento conservador local, Sérgio Kruke. Em vídeo publicado nas redes, ele afirmou que a exposição da população em atos de rua neste momento pode acabar sendo usada como instrumento de promoção pessoal por políticos.
“Está na hora de parar de expor o povo. Quem tem mandato deve agir com responsabilidade”, afirmou Kruke, dirigindo-se diretamente ao deputado Alberto Neto.
Clima de divergência
As falas de Kruke foram interpretadas por alguns interlocutores como um sinal de desgaste entre lideranças da base conservadora. Apesar do apoio declarado à figura de Bolsonaro e às pautas do PL, há diferentes visões sobre as estratégias de articulação e mobilização pública, especialmente em um cenário de investigações e desdobramentos judiciais em nível nacional.
De um lado, há parlamentares que defendem as manifestações de rua como forma legítima de expressar insatisfação política e fortalecer o apoio à direita. De outro, há setores que consideram mais prudente priorizar ações institucionais e o uso do mandato como canal direto para enfrentamento político e jurídico.
Próximos passos
A manifestação do dia 3 segue confirmada e deve reunir apoiadores na Ponta Negra, ponto tradicional de encontros políticos em Manaus. Ainda não há detalhes sobre a programação oficial, mas a expectativa é de que o ato concentre nomes ligados ao PL e lideranças conservadoras locais.
A repercussão do evento e as divergências em torno de sua realização podem influenciar o ambiente político da direita no estado, especialmente com a aproximação das eleições municipais. O posicionamento de cada liderança frente à mobilização tende a repercutir tanto entre eleitores quanto nos bastidores partidários.






Uma resposta
Próximo a eleições, não será eleições para Deputados senadores e presidente?