Manaus | 4 de junho de 2026 | 06:17:27

Nikolas Ferreira compara Bolsonaro a presos que deram entrevistas e critica decisões do STF

Brasília (DF) – Durante pronunciamento nesta segunda-feira (21), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, especialmente as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes. Entre os pontos mais polêmicos, Nikolas citou entrevistas concedidas por figuras condenadas pela Justiça, como Lula, Fernandinho Beira-Mar, Suzane von Richthofen e Marcola, para questionar o veto judicial que impede Bolsonaro de se manifestar publicamente ou conceder entrevistas.

“Qual é a semelhança entre todos eles? Todos puderam dar entrevista na cadeia. Enquanto isso, Bolsonaro, que sequer está preso, não pode se manifestar. Que tipo de liberdade estamos construindo no Brasil?”, declarou o parlamentar.

A declaração foi dada em coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados, convocada por parlamentares da oposição para criticar as restrições impostas ao ex-presidente e reforçar a narrativa de suposta perseguição judicial.

Proibição de entrevistas

O ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro está proibido de conceder entrevistas ou se manifestar por meio de terceiros, sob pena de descumprimento das medidas cautelares. O ex-presidente também está submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e integral nos fins de semana, e está impedido de manter contato com diplomatas e acessar redes sociais.

“Indícios não bastam”, diz Nikolas

Nikolas também contestou o uso de indícios como base para as medidas judiciais aplicadas a Bolsonaro. Segundo ele, o ex-presidente não teve armas ou provas concretas apreendidas, e, por isso, seria vítima de medidas “excessivas e desproporcionais”.

“Estão punindo Bolsonaro por indícios. Só porque tem vários indícios agora basta para prender alguém, para monitorar, para silenciar?”, questionou.

Críticas ao STF e comparações com Venezuela

O parlamentar mineiro ainda comparou a atual situação do Brasil com o regime da Venezuela, afirmando que a censura a entrevistas de Bolsonaro representa um risco à liberdade de expressão e à democracia. Para ele, há um padrão de repressão política contra a direita no país.

A coletiva da oposição ocorreu no mesmo dia em que a senadora Damares Alves anunciou que o impeachment de Alexandre de Moraes será a pauta prioritária da oposição no Senado, em meio à crescente tensão entre os poderes Legislativo e Judiciário.

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