A Justiça de Goiás concedeu a guarda provisória do pequeno Léo, filho da cantora Marília Mendonça, falecida em 2021, ao pai, o cantor Murilo Huff. A reviravolta no processo aconteceu após o envio de gravações feitas por babás da criança, que revelaram condutas preocupantes no ambiente em que o menino vivia sob os cuidados da avó materna, Dona Ruth.
Nos áudios, as cuidadoras relatam episódios de desorganização na rotina médica e alimentar do menino, que é diagnosticado com diabetes tipo 1 uma condição que exige vigilância constante. Segundo os relatos, havia resistência em compartilhar informações médicas e detalhes essenciais sobre o tratamento da criança com Murilo, o que levantou suspeitas de omissão e risco à saúde do menor.
A decisão judicial também menciona sinais de possível alienação parental. Conforme o juiz, houve indícios de tentativas de afastar o filho da figura paterna, criando na criança a percepção de que o pai era ausente ou desinteressado o que contradiz as provas apresentadas pela defesa de Huff.
Mesmo com a agenda agitada devido à carreira musical, Murilo demonstrou ter reestruturado sua rotina para priorizar o bem-estar do filho. O juiz reconheceu esse esforço e considerou que o cantor oferece condições seguras e afetivas para exercer a guarda de forma responsável.
Dona Ruth, por sua vez, terá direito a visitas quinzenais, com pernoite, em esquema pré-definido. Ela se manifestou publicamente afirmando estar emocionalmente abalada com a decisão e classificou a limitação de convivência como “dolorosa”.
A medida ainda é provisória e pode ser revista. A defesa da avó promete recorrer, sustentando que sempre zelou pela saúde e segurança do neto e que os áudios foram retirados de contexto.
Enquanto isso, a opinião pública segue dividida entre o carinho histórico pela figura de Dona Ruth e o direito legal do pai de participar ativamente da vida do filho.






