A cidade de Eunápolis, no sul da Bahia, está estarrecida com a brutal morte de Ana, jovem que foi esquartejada e teve partes do corpo espalhadas por uma área de mata em zona rural. De acordo com a polícia, ela teria sido acusada de ser “X9” gíria usada no crime para designar quem delata ou trai alguém dentro de facções.
O caso começou dias antes, quando Ana entrou em um mercado ao lado do namorado, Matheus. Imagens de segurança registraram o momento em que um homem de motocicleta e capacete entrou no estabelecimento, foi direto até Matheus e disparou diversas vezes, diante da companheira. Matheus morreu no local.
Relatos apontam que Ana, ao perceber que o namorado ainda estava vivo, enviou uma mensagem avisando o assassino. Minutos depois, o atirador retornou ao local e fez novos disparos, finalizando a execução. Ela então deixou o local.
Poucos horas depois, Ana foi sequestrada, assassinada com extrema violência, esquartejada, e seu corpo foi espalhado numa estrada de barro. Enfiado na boca, os criminosos deixaram um papel dentro da boca da vítima, com uma mensagem direta: “isso foi pelo que você fez” e relata o que ela fez com o namorado chamando-a de X9.
A polícia investiga o caso com base na suspeita de que Ana teria delatado o namorado para uma facção rival, contribuindo diretamente para sua morte.
A jovem teria se tornado alvo ao ser vista como responsável por “entregar” o companheiro e, reforçado essa imagem entre os criminosos.
Os restos mortais foram localizados com apoio da perícia e do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
O caso reforça a escalada de violência associada ao crime organizado na região sul da Bahia, onde disputas entre facções rivais têm causado mortes em série e executadas com sinais de crueldade e intimidação.
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