Manaus | 4 de junho de 2026 | 22:21:41

De vinho fino à esquina do caos: o que virou a “adega” em Manaus?

Se antes o termo adega evocava taças de cristal, vinhos bem guardados e climas intimistas, a nova geração manauara tratou de reinventar o conceito, e não foi pra melhor. Em muitos bairros, “adega” virou ponto de encontro improvisado onde bebida alcoólica corre solta, o som invade a madrugada e as regras… bem, essas ficaram pelo caminho.

E foi sobre isso que o vereador subiu à tribuna da Câmara do vereadores de a Manaus. Em tom de alerta, ele ligou a explosão desses estabelecimentos ao tráfico de drogas, aliciamento de menores e degradação social.

Segundo o parlamentar, muitas dessas “adegas” operam sem qualquer fiscalização, espalhadas por becos, esquinas e ruas de bairros como a zona Leste e Norte da capital. “Estamos permitindo que esses lugares sejam o primeiro contato dos nossos filhos com a marginalidade”, afirmou Rosses.

Mas a fala que mais escancarou o absurdo foi a seguinte:

“Na maioria das vezes são estabelecimentos informais que, à primeira vista, vendem bebida e diversão, mas na prática alimentam um submundo de ilegalidades.”

📊 E os dados assustam:

– 65% dos universitários iniciaram o consumo de álcool antes dos 18 anos (UEA)

– 5,4% dos estudantes de Manaus já experimentaram drogas ilícitas antes dos 13 (IBGE)

O vereador, Coronel Rosses, do PL, que preside a Comissão de Segurança Pública da CMM, propôs blitz noturnas, denúncias ao Ministério Público e responsabilização de donos de adegas que vendem para menores ou usam adolescentes como mão de obra.

Mas a pergunta que fica é:

o problema está só nas adegas ou na ausência total do Estado nessas áreas?

Porque onde o poder público não chega, a informalidade vira lei, e o que deveria ser um espaço de convivência… vira “adega” no nome, e caos no conteúdo.

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