Desde sua eleição em 2013, o Papa Francisco rompeu com diversas tradições do Vaticano e uma das decisões mais simbólicas foi a escolha de morar na modesta Casa Santa Marta, uma residência para clérigos dentro do Vaticano, em vez dos luxuosos aposentos papais no Palácio Apostólico. A decisão refletia seu estilo de vida simples e acessível, e sua intenção de aproximar-se do povo, evitando a pompa histórica da sede do papado.
Agora, com a ascensão do Papa Leão XIV, o cenário muda. Em uma retomada das tradições, o novo pontífice decidiu residir nos tradicionais aposentos papais, ocupando novamente o Palácio Apostólico, no terceiro andar da Basílica de São Pedro. A escolha é vista como um gesto de valorização da história e solenidade da Igreja Católica.
A diferença entre os dois estilos marca um contraste não apenas arquitetônico, mas de visão pastoral. Enquanto Francisco enfatizou uma liderança mais horizontal, próxima dos pobres e afastada dos símbolos de poder, Leão XIV sinaliza uma valorização do legado institucional e da liturgia clássica.
A mudança tem gerado comentários entre fiéis e observadores do Vaticano, com alguns destacando que ambas as escolhas representam formas legítimas de servir à Igreja uma mais voltada à humildade evangélica, outra ao esplendor que marca a tradição milenar do catolicismo.






