Edelvânia Wirganovicz, de 51 anos, uma das condenadas pelo assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini, foi encontrada morta na prisão nesta terça-feira (23), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. De acordo com a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), a detenta apresentava sinais de enforcamento.
Edelvânia cumpria pena em regime semiaberto por participação no crime que chocou o país em 2014, quando Bernardo, então com 11 anos, foi assassinado no município de Três Passos, no Noroeste do estado. Em fevereiro deste ano, ela teve a prisão domiciliar revogada e voltou ao sistema prisional.
Amiga próxima de Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo, Edelvânia teve papel direto no caso. À época do crime, ela confessou a participação no assassinato e foi quem indicou às autoridades o local onde o corpo da criança havia sido enterrado.
Condenada a 22 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, Edelvânia cumpria a pena na Penitenciária Feminina Madre Pelletier. A causa da morte está sendo investigada pelas autoridades.
O caso Bernardo foi um dos crimes mais emblemáticos envolvendo violência infantil no Brasil e continua gerando comoção mais de uma década após o ocorrido.






