Manaus | 4 de junho de 2026 | 06:26:31

Ex-vice-prefeito de Caseara-TO agride companheira com violência extrema; vítima morre e órgãos são doados

Ex-vice-prefeito de Caseara-TO agride companheira com violência extrema; vítima morre e órgãos são doados.

Gilman Rodrigues da Silva, ex-vice-prefeito de Caseara, no Tocantins, é acusado de agredir brutalmente sua companheira, Delvânia Campelo da Silva, de 50 anos, durante uma discussão ocorrida no dia 22 de março, em uma chácara na zona rural do município.

Segundo a Polícia Civil, Gilman utilizou um cabo de rodo para desferir diversos golpes na vítima, especialmente na cabeça, causando ferimentos gravíssimos. Delvânia ainda conseguiu pedir socorro por meio de áudios enviados a um grupo de mensagens, o que permitiu sua localização e o resgate.

Ela foi levada em estado crítico ao Hospital Geral de Palmas, onde permaneceu internada por mais de duas semanas. No entanto, não resistiu aos ferimentos e teve morte cerebral confirmada.

A família autorizou a doação dos órgãos de Delvânia, um gesto de solidariedade que pode salvar até sete vidas.

Mesmo diante da brutalidade do crime, Gilman não foi preso em flagrante. Ele se apresentou à delegacia três dias depois, acompanhado de um advogado, e continuou em liberdade até que a Justiça decretasse sua prisão preventiva.

Apesar da ordem judicial, ele ainda não foi localizado pelas autoridades e permanece foragido. A situação tem gerado indignação em todo o estado, especialmente entre os familiares da vítima e entidades de defesa dos direitos das mulheres.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, classificou o agressor como “marginal” e afirmou que não haverá tolerância com esse tipo de crime. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, também se manifestou exigindo justiça.

Delvânia Campelo deixa filhos, netos e uma trajetória marcada pela força e dignidade. O caso será investigado como feminicídio, crime cuja pena pode chegar a 40 anos de prisão.

Enquanto a sociedade clama por justiça, o agressor segue em liberdade, mesmo identificado e com mandado de prisão expedido.

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