Confusão em voo: mulher é retirada pela polícia após se recusar a pagar batata frita e refrigerante
Guarulhos (SP), 9 de abril de 2025 — Uma passageira foi retirada à força de um voo na noite de terça-feira (8), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, após se recusar a pagar por um lanche consumido a bordo. A situação, inusitada e tensa, atrasou a decolagem por mais de 50 minutos e gerou revolta entre os demais passageiros.
De acordo com a companhia aérea VooSul, responsável pela operação, a mulher embarcou com destino a Recife em um voo programado para sair às 20h35. Durante o serviço de bordo, ela solicitou uma porção de batata frita e uma lata de refrigerante, cujo custo total era de R$ 32, segundo o cardápio da empresa.
Ao receber a maquininha de cartão para efetuar o pagamento, a passageira teria informado que não possuía dinheiro, cartão ou qualquer outro meio para quitar a compra. A comissária, seguindo o protocolo da empresa, explicou que o consumo a bordo é pago e que, sem o pagamento, os produtos deveriam ser devolvidos. No entanto, a passageira já havia começado a comer.
O clima ficou tenso quando a mulher se recusou a devolver o restante do lanche ou assumir o pagamento após o pouso. Testemunhas relataram que ela se exaltou e acusou a tripulação de “humilhação pública”. A equipe tentou contornar a situação, mas após mais de 20 minutos de tentativa de negociação, o comandante decidiu acionar a Polícia Federal.
Dois agentes entraram na aeronave por volta das 21h10 e pediram que a passageira os acompanhasse até a área da Polícia Aeroportuária. A mulher, visivelmente irritada, questionava o porquê da abordagem e chegou a gritar que estava sendo “presa por causa de batata frita”.
A retirada ocorreu sob aplausos e também protestos de outros passageiros alguns defenderam a mulher, alegando que a companhia deveria ter mais empatia diante da situação. Outros criticaram o atraso e exigiram mais rigor com esse tipo de comportamento.
A Polícia Federal informou que a mulher foi levada para prestar depoimento e liberada em seguida. O caso foi registrado como “infração penal de menor potencial ofensivo” e será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). Ela poderá responder por tentativa de estelionato ou perturbação da ordem pública, dependendo da análise do Ministério Público.
Já a VooSul afirmou, em nota oficial, que manterá seus protocolos de segurança e atendimento e que lamenta o ocorrido. “Nossa equipe foi treinada para lidar com situações adversas, sempre com foco na segurança e no bem-estar de todos os passageiros. Infelizmente, em casos como este, medidas mais firmes se tornam necessárias”, disse a companhia.
O voo decolou às 21h27, com quase uma hora de atraso.







