A prefeitura de Bonito (MS) acionou o Governo do Estado após registrar 29 incidentes envolvendo turistas entre janeiro e março deste ano em atrativos da cidade.
Desses, 20 ocorreram na Praia da Figueira, fechada desde 26 de março. Ao menos 11 casos foram mordidas de tambaquis, resultando em amputações e suturas.
Uma das vítimas, N.S.A., 61 anos, teve parte de um dedo amputado após ser atacada enquanto tirava uma selfie na área conhecida como “bar molhado”.
Ela criticou a ausência de sinalização e suporte no local, afirmando que não foi alertada sobre o risco.
Segundo ela, não havia equipe de primeiros socorros no atrativo, e o atendimento foi limitado ao repasse de seus dados para uma seguradora.
A prefeitura comunicou oficialmente a Semadesc, solicitando apoio para revisar as medidas de segurança nos atrativos turísticos, especialmente em locais com espécies exóticas.
Especialistas apontam que a introdução dos tambaquis, peixes originários da bacia amazônica, em lagos artificiais configura crime ambiental.
Os animais têm mandíbulas potentes, capazes de quebrar castanhas, o que explicaria a gravidade das lesões.
Biólogos também destacam que a prática de alimentar os peixes com ração pode estimular ataques, ao gerar comportamento agressivo por disputa de alimento.
Além dos ferimentos, o ofício da prefeitura menciona duas mortes não registradas oficialmente, ocorridas em atrativos locais no fim de 2023.
O município pede fiscalização rigorosa e reforço na segurança dos espaços turísticos.





