Manaus | 23 de julho de 2026 | 14:50:11

Síndrome de HELLP: A condição grave que afetou Lexa e sua filha

O recente relato da cantora Lexa sobre a perda de sua filha, Sofia, trouxe à tona um tema que muitas mulheres desconhecem, mas que pode ser fatal: a síndrome de HELLP. A condição é uma variação grave da pré-eclâmpsia e pode causar falência de órgãos, colocando a vida da mãe e do bebê em risco.

O que é a síndrome de HELLP?

A síndrome de HELLP é uma complicação obstétrica rara, caracterizada por hemólise (destruição das hemácias), aumento das enzimas do fígado e baixa contagem de plaquetas no sangue. Ela geralmente surge no terceiro trimestre da gravidez, mas pode se manifestar até mesmo no pós-parto. Por ser de difícil diagnóstico, muitas mulheres enfrentam a condição sem saber exatamente o que está acontecendo com seus corpos.

Sintomas que não devem ser ignorados

Os sintomas da síndrome de HELLP podem ser confundidos com desconfortos normais da gravidez, o que torna o diagnóstico um desafio. Os sinais mais comuns incluem:
✅ Dor intensa na parte superior do abdômen, principalmente do lado direito
✅ Náuseas e vômitos persistentes
✅ Inchaço excessivo no rosto e nas mãos
✅ Forte dor de cabeça
✅ Pressão arterial elevada
✅ Alterações na visão, como visão turva ou sensibilidade à luz

Se algum desses sintomas surgir, é essencial buscar atendimento médico imediato. O diagnóstico precoce pode salvar vidas.

Quem tem maior risco de desenvolver a síndrome?

Mulheres que já enfrentaram pré-eclâmpsia em gestações anteriores, que possuem histórico familiar da condição ou que têm hipertensão crônica correm um risco maior de desenvolver a síndrome de HELLP. Além disso, gestantes com distúrbios autoimunes ou diabetes também devem ser monitoradas com mais atenção.

Tratamento e prevenção

Infelizmente, a única forma definitiva de tratar a síndrome de HELLP é o parto, pois a condição está diretamente ligada à gravidez. Dependendo do estágio da gestação e da gravidade dos sintomas, os médicos podem tentar prolongar a gravidez com o uso de medicamentos e repouso, mas muitas vezes o parto prematuro se torna necessário para salvar a vida da mãe.

O acompanhamento pré-natal regular é a melhor forma de prevenção. Exames de sangue, aferição da pressão arterial e monitoramento de proteínas na urina podem ajudar a detectar precocemente qualquer sinal de complicação.

A importância de falar sobre o assunto

A experiência de Lexa trouxe à tona a importância de se falar sobre a saúde materna e os riscos que algumas condições silenciosas podem trazer. Muitas mulheres desconhecem a síndrome de HELLP e acabam não dando a devida atenção aos sinais de alerta.

Espalhar informação sobre essa condição é fundamental para salvar vidas. A gestação deve ser um momento de alegria e expectativa, mas também exige acompanhamento e cuidados rigorosos para garantir a segurança da mãe e do bebê. Se você está grávida ou conhece alguém que esteja, compartilhe essa informação. Estar bem informada pode fazer toda a diferença.

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