O novo governo dos Estados Unidos, comandado por, Donald Trump, já tem reflexos na geopolítica mundial. Nos primeiros dias da nova administração norte-americana, o russo Vladimir Putin foi alvo de ameaças caso não dê fim à guerra da Ucrânia, enquanto Nicolás Maduro aumentou a retórica militar após manter o poder na Venezuela, apesar de sua reeleição não ter sido reconhecida pela comunidade internacional.
Umas das promessas de Trump é acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia o mais rápido possível. Para isso, o presidente dos EUA ameaçou aplicar sanções econômicas contra a Rússia caso a paz não seja negociada com o país governado por Volodymyr Zelensky.
Enquanto isso, a Venezuela de Nicolás Maduro realiza um grande exercício militar em defesa da “paz e democracia” no país.
No dia da posse de Trump nos EUA, o regime de Maduro anunciou o exercício militar “Escudo Bolivariano 2025”, com o objetivo declarado de defender a “paz e democracia” na Venezuela. A atividade termina nesta quinta-feira (23/1).
Apesar de não citar diretamente a mudança de poder nos EUA, a demonstração de força que envolve 150 mil militares acontece nos primeiros dias de Trump no poder, que, assim como seu antecessor, reconhece Edmundo González como o presidente eleito na Venezuela.
Após assumir a Casa Branca, Trump classificou a atual situação da Venezuela como um “desastre”, e disse estar de olho no país sul-americano.
“É um país que eu conheço muito bem por uma série de razões. Era um grande país há 20 anos, e agora está um desastre. Vamos ver. Estamos olhando para a Venezuela com grande interesse”, disse o presidente dos EUA.
Em uma publicação na rede social Truth, o presidente republicano chegou a elogiar o país e disse não ter a intenção de “machucar” a Rússia ou seu povo. Apesar do tom, Trump afirmou que pode usar a economia como uma arma contra o governo de Vladimir Putin.
“Nunca devemos esquecer que a Rússia nos ajudou a vencer a Segunda Guerra Mundial, perdendo quase 60.000.000 de vidas no processo”, escreveu Trump. “Dito isso, farei um grande FAVOR à Rússia, cuja economia está falhando, e ao presidente Putin. Acertem agora e PAREM com essa guerra ridícula! SÓ VAI PIORAR. Se não fizermos um ‘acordo’, e logo, não terei outra escolha a não ser colocar altos níveis de impostos, tarifas e sanções em qualquer coisa vendida pela Rússia aos Estados Unidos e vários outros países participantes”. afirmou Trump.
Kremlin voltou a dizer que Putin está disposto a discutir a guerra na Ucrânia com o presidente republicano. A Rússia, no entanto, tem enfatizado que é preciso abordar as “raízes” do conflito nas conversas, que ainda não têm uma data definida para acontecer.







