A popularidade de Janja, primeira-dama do Brasil, sofreu uma queda significativa desde o início do terceiro mandato de seu marido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo pesquisa da Quaest, divulgada nesta semana, a avaliação positiva de Janja despencou 19 pontos percentuais, caindo de 41% em fevereiro de 2023 para apenas 22% em dezembro deste ano.
A pesquisa, encomendada pela corretora Genial Investimentos, também revelou um aumento na taxa de reprovação de Janja, que passou de 19% para 28% nesse período. Além disso, a avaliação “regular” sobre a primeira-dama manteve-se significativa, mas também apresentou um leve aumento, de 22% para 30%.
A pesquisa mostrou que a queda na popularidade de Janja foi acentuada em diversas regiões do país. No Nordeste, reduto eleitoral de Lula, sua aprovação caiu 27 pontos percentuais, de 56% para 29%. Entre as mulheres, a avaliação positiva da primeira-dama também sofreu uma queda expressiva, passando de 46% para 24%. Entre os jovens, o recuo foi ainda mais dramático, de 41% para 18%.
A pesquisa também apontou uma rejeição crescente entre grupos religiosos, com maior reprovação entre evangélicos (34%) e católicos (26%).
Esse declínio na popularidade de Janja gerou preocupações dentro do PT e do governo Lula, que temem que a queda na aprovação da primeira-dama possa afetar a imagem do governo como um todo. A pesquisa da Quaest entrevistou 8.598 pessoas entre 4 e 9 de dezembro e apresenta uma margem de erro de 1 ponto percentual.
A queda de popularidade de Janja, primeira-dama do Brasil, foi recebida com preocupação dentro do PT e do governo Lula. Segundo informações o receio é de que, se o cenário econômico se deteriorar ainda mais para o presidente, o descontentamento crescente com Janja possa refletir também sobre a imagem de seu marido, afetando a aprovação do governo como um todo.
Lideranças petistas expressaram suas preocupações, indicando que a perda de apoio popular de Janja comprometeria suas ambições de ampliar sua influência na comunicação do governo. A primeira-dama tem tentado manter um papel ativo na gestão da comunicação governamental, mas essa queda de popularidade pode limitar suas pretensões nessa área.
Embora os petistas ainda não tenham chegado a uma conclusão sobre os motivos dessa queda de popularidade, especialistas em comunicação próximos ao governo apontam uma “certa arrogância” nas falas de Janja, algo que poderia ter contribuído para a diminuição de sua avaliação positiva. Além disso, gastos em viagens e com assessores, frequentemente noticiados pela imprensa, também podem ter impactado negativamente sua imagem pública, alimentando críticas em torno da sua figura.










