A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação sobre a disseminação de notícias falsas envolvendo Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central do Brasil. As informações fraudulentas atribuíram a Galípolo declarações infundadas sobre a política monetária brasileira, afetando a cotação do dólar e gerando instabilidade no mercado financeiro.
A disseminação da fake news
Nesta teça-feira(17), um perfil suspeito na rede social X (anteriormente conhecida como Twitter) publicou postagens falsas atribuindo a Galípolo declarações como: “A moeda dos Brics nos salvaguardaria da extrema influência que o dólar exerce no nosso mercado.”Essas informações foram rapidamente desmentidas pelo Banco Central, mas já haviam ganhado ampla repercussão, sendo compartilhadas por perfis especializados em análise econômica.
Impacto no mercado financeiro
A disseminação dessas notícias falsas coincidiu com um momento de volatilidade no mercado cambial. O dólar atingiu um recorde histórico de R$ 6,2672, registrando uma alta de 2,82% em relação ao dia anterior. A AGU destacou que a desinformação comprometeu a eficácia das políticas públicas de estabilização cambial, evidenciando o elevado potencial lesivo de boatos neste contexto.
Medidas adotadas pelas autoridades
Em resposta aos impactos econômicos causados pela disseminação de fake news, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para investigar possíveis crimes contra o mercado de capitais, como manipulação de mercado, conforme estabelecido no artigo 27-C da Lei nº 6.385/1976. A procuradora Karina Nathércia Lopes enfatizou a importância de garantir um ecossistema digital com informações confiáveis, alertando sobre os danos que a desinformação pode causar às instituições democráticas.





