O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a independência do Banco Central (BC) e negou qualquer interferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na autarquia. Em declarações nesta quarta-feira (18), Haddad afirmou que as indicações feitas pelo governo federal para a diretoria do BC foram aprovadas pelo Senado com “larga margem”, o que, segundo ele, comprova a “capacidade técnica inquestionável” dos indicados.
A declaração surge em meio ao crescente debate sobre a relação entre o governo e o Banco Central, especialmente com a troca de comando da instituição prevista para janeiro. Ao ser questionado sobre o futuro da gestão do BC, Haddad garantiu que o governo continuará a respeitar a autonomia da autarquia, e destacou que Lula nunca teve envolvimento nas decisões do BC. “Em oito anos de governo, Lula nunca interferiu no Banco Central. Isso foi reconhecido por Henrique Meirelles, ex-presidente da instituição”, afirmou o ministro, em entrevista na entrada do Ministério da Fazenda, em Brasília.
A defesa da independência do Banco Central, por parte de Haddad, vem em resposta a críticas e questionamentos sobre a condução da política monetária. O ministro reiterou que é preciso confiar na competência dos profissionais que tomarão as decisões em um momento de desafios econômicos, sugerindo que as políticas implementadas até agora são baseadas em expertise técnica, não em pressões políticas.
A fala do ministro também ocorre em um contexto em que a gestão do BC tem sido alvo de críticas, especialmente após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir, na semana passada, aumentar a taxa Selic, o que gerou reações dentro do governo.






