O juiz Merchan rejeitou a maior parte das alegações da defesa de Donald Trump no caso envolvendo o pagamento à atriz Stormy Daniels, considerando que, apesar de algumas provas estarem relacionadas a atos oficiais, a sua utilização no caso de falsificação de registros comerciais não representava risco de interferência no Poder Executivo. O magistrado argumentou que, mesmo que os promotores tivessem incluído provas passíveis de contestação, elas não afetavam a evidência de culpa, que seria “esmagadora”. De acordo com os promotores, as provas questionadas representavam apenas uma pequena parte do total de evidências.
A decisão foi duramente criticada pela equipe de comunicação de Trump. Steven Cheung, diretor de comunicação do presidente eleito, afirmou que a decisão de Merchan violava jurisprudência da Suprema Corte sobre imunidade e pediu o encerramento imediato do caso, classificando-o como “ilegal”. O gabinete do procurador do distrito de Manhattan, Alvin Bragg, que lidera a acusação contra Trump, se recusou a comentar a decisão.
O caso Stormy Daniels envolve um pagamento de US$ 130 mil (cerca de R$ 780 mil) à atriz de filmes adultos, alegadamente para silenciá-la sobre um suposto caso extraconjugal com Trump em 2006, algo que o ex-presidente nega. As acusações têm grande gravidade, pois a falsificação de registros comerciais foi associada à violação das leis eleitorais, o que levou à reclassificação de delitos menores para crimes graves.





