Manaus | 2 de agosto de 2026 | 10:00:30

Ministério da Justiça proíbe o presidente de sair da Coreia do Sul

O Gabinete de Investigação de Corrupção para Funcionários de Alto Nível (CIO) da Coreia do Sul ordenou que procuradores impeçam o presidente Yoon Suk-yeol de viajar para o exterior, em meio a investigações sobre a imposição de lei marcial por seu governo. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (9), embora a proibição ainda não tenha sido formalmente implementada. Durante uma audiência parlamentar, o procurador-chefe do CIO, Oh Dong-woon, confirmou a ordem, que faz parte de uma investigação mais ampla sobre as ações de Yoon.

Horas antes, a imprensa local havia informado que a polícia sul-coreana também estava considerando impedir a viagem do presidente, devido à suspeita de que ele tenha cometido atos de rebelião ao impor a lei marcial. A medida, que foi proclamada em 3 de dezembro e suspensa seis horas depois, gerou grande controvérsia. O principal partido da oposição, o Partido Democrático (PD), classificou a ação de Yoon como “rebelião inconstitucional” e acusou o presidente e seu governo de golpe.

O PD formalizou queixas junto à polícia contra Yoon e outras figuras do governo, incluindo o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, que teria recomendado a imposição da lei marcial. No domingo, os procuradores detiveram Kim por envolvimento no caso. Embora Yoon tenha imunidade enquanto estiver no cargo, ele pode ser processado por acusações de rebelião ou traição.

Além disso, a oposição tem criticado o Partido Popular do Povo (PPP), que está no poder, acusando-o de tentar realizar um “segundo golpe de Estado” ao recusar a destituição de Yoon. No sábado (7), o presidente quase enfrentou uma moção de impeachment, que foi boicotada e invalidada pelo PPP devido à falta de quórum. Em um comunicado, o PPP disse que, em troca do bloqueio da moção, Yoon se comprometeu a se afastar, deixando os assuntos de governo para o partido e o primeiro-ministro.

O presidente do Parlamento sul-coreano, Won Woo-shik, criticou a proposta, dizendo que a divisão de poder entre o presidente, o primeiro-ministro e o partido no poder seria uma “violação clara da Constituição”. O professor de direito constitucional Kim Hae-won, da Escola Nacional de Direito de Busan, comparou o acordo a um “golpe de Estado silencioso”.

O Partido Democrático já anunciou que tentará novamente destituir o presidente no dia 14 de dezembro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens