A torcida tem o poder de influenciar resultados, especialmente no esporte. Um exemplo clássico é a torcida do Corinthians, que marcou história ao lotar estádios no Mundial de Clubes de 2012, no Japão. Porém, em diversas partes do mundo, essa paixão vai além do apoio saudável, como no caso das “Ultras”, grupos de torcedores que vivem intensamente o futebol, mas que nem sempre agem de forma pacífica.
Entre as Ultras mais famosas está a Ultra Sur, formada em 1980 por torcedores extremistas do Real Madrid. Por décadas, o grupo exibiu símbolos polêmicos e promoveu episódios de violência. Em 2013, após conflitos internos durante uma partida, o presidente Florentino Pérez decidiu banir a organizada do Santiago Bernabéu e romper vínculos com o clube.
Com a saída da Ultra Sur, o Real Madrid implementou mudanças para proteger sua imagem. Em 2014, criou a Grada Fans, uma nova torcida organizada com regras rígidas contra violência, racismo, homofobia e ideologias políticas, promovendo um ambiente mais respeitoso e focado no “puro madridismo”.
Florentino Pérez é reconhecido não apenas por transformar o Real Madrid em uma potência empresarial global, mas também por preservar os valores e a reputação do clube. Sob sua gestão, o clube conquistou 13 títulos da Champions League e expandiu sua influência para mercados como o Oriente Médio, consolidando-se como uma força tanto no futebol quanto nos negócios.






