Em um movimento decisivo para as eleições presidenciais do Senado de 2025, o MDB, uma das maiores bancadas do Senado, declarou oficialmente apoio a Davi Alcolumbre (União-AP) nesta quarta-feira (4). A decisão coloca o senador do Amapá em uma posição confortável para conquistar a presidência da Casa, consolidando uma ampla coalizão política que já soma 76 votos, ou seja, 94% do total de senadores.
O MDB, que conta com 11 senadores na atual configuração, alinha-se à candidatura de Alcolumbre, reforçando ainda mais sua vantagem na disputa. Alcolumbre já conta com o apoio de diversas outras legendas, incluindo o PSD (15 senadores), PL (13 senadores), PT (9 senadores), PP (6 senadores), PSB (4 senadores), Republicanos (4 senadores) e PDT (3 senadores), além de parte significativa da bancada do Podemos. O apoio do MDB, portanto, garante uma base de apoio sólida e abrangente, que pode se traduzir em um comando forte e estável no Senado.
A candidatura de Alcolumbre se torna ainda mais robusta com o respaldo de aliados políticos importantes, como o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), do PSD, que já se posicionou publicamente em apoio ao senador amapaense. Essa aliança demonstra um alinhamento estratégico entre os dois, um movimento que reflete a continuidade de um projeto político que visa estabilidade e força no Congresso Nacional.
Ex-presidente do Senado de 2019 a 2021, Alcolumbre foi um dos principais nomes da política brasileira durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), com quem manteve uma aliança importante. Desde a transição para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador tem adotado uma postura mais conciliatória, se associando também ao novo governo para garantir os avanços nas pautas institucionais e legislativas. Essa flexibilidade política e habilidade de costura de alianças o colocam como um forte candidato à reeleição para a presidência do Senado.
Uma das principais razões que fortalecem sua candidatura é o poder institucional que Alcolumbre representa, especialmente na gerência de recursos federais destinados aos estados por meio de emendas de comissão. Embora a transparência em relação a esse mecanismo esteja sendo questionada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o controle sobre esses recursos sempre foi uma ferramenta poderosa de influência política, garantindo apoio local e ampliando sua base eleitoral.
O fato de Alcolumbre já ter ocupado a presidência do Senado, aliado à sua experiência de articulação, faz dele uma figura central na política brasileira. Ele se posiciona não apenas como um mediador entre os diferentes poderes, mas também como um defensor da autonomia do Senado e do fortalecimento das instituições democráticas. No entanto, suas relações e articulações com diferentes segmentos do Congresso também o colocam no centro de discussões políticas mais amplas, especialmente quando se trata da aprovação de pautas que envolvem interesses regionais e nacionais.
Com uma base de apoio consolidada e uma estratégia bem definida, Davi Alcolumbre se prepara para uma nova disputa presidencial no Senado, um cargo de grande importância política, onde ele poderá continuar a exercer seu poder de influência e articulação em um momento chave para o futuro político e econômico do Brasil.
O cenário se desenha favorável para Alcolumbre, e sua candidatura à presidência do Senado ganha força, refletindo a continuidade de um projeto político que promete fortalecer ainda mais a posição do Senado no contexto nacional.






