Manaus | 4 de agosto de 2026 | 07:49:33

Caso Davi : Mãe pede justiça pelo filho nas redes sociais

A família de Davi, por parte de mãe, acusa a madrasta do garoto de agressão e o pai de omissão, afirmando ter provas de que a mulher tentou cortar o pênis da criança. O caso ocorreu em junho de 2022, quando Davi, então com 4 anos, estava sob os cuidados da madrasta, enquanto o pai trabalhava, em cumprimento à guarda compartilhada determinada pela Justiça.

De acordo com os familiares, a madrasta alegou que Davi teria se engasgado com uma tampa de creme dental, ficando com a peça presa na garganta. O menino foi levado às pressas ao hospital, onde deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e precisou ser reanimado. Após o incidente, Davi sobreviveu, mas ficou em estado vegetativo, sendo submetido a uma traqueostomia para respirar.

A família de Davi, especialmente sua mãe, denuncia falhas tanto da polícia quanto da Justiça. Antes do incidente, a mãe registrou um Boletim de Ocorrência contra a madrasta, mas a polícia demorou para chamar a suspeita e o pai da criança. Durante o período de internação, os familiares descobriram que Davi apresentava hematomas no rosto e no abdômen. Um exame de sangue revelou que o fígado da criança estava inchado, e inicialmente suspeitou-se de hepatite, mas posteriormente foi confirmado que as lesões no fígado foram causadas por agressões à barriga de Davi.

Em frente ao Fórum, uma irmã adolescente de Davi, de 12 anos, falou à imprensa sobre o caso. Ela relatou que, enquanto o irmão Moisés e o pai saíam de carro para a escola, ouviram os gritos de Davi, que estava sozinho com a madrasta. Horas depois, o menino foi internado na UTI. A adolescente afirmou que Moisés, irmão de Davi, contou que a madrasta teria agredido a criança porque ele não queria acordar cedo para tomar banho.

Além de Davi, Moisés também teria sido vítima de agressões por parte da madrasta. A família materna afirma que o garoto apresenta marcas no pescoço, que seriam resultado de uma tentativa de estrangulamento feita pela mulher.

Davi e Moisés são filhos do mesmo pai e da mesma mãe, mas, por decisão judicial, moravam em casas separadas, com a guarda sendo compartilhada entre os pais. A mãe de Davi e os familiares denunciam que o sistema falhou ao não proteger os menores e esperam que os responsáveis pelo abuso sejam punidos.

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