Manaus | 2 de agosto de 2026 | 01:08:10

Eduardo Bolsonaro denuncia “perseguição política” em prisões de militares

Foto:Reprodução

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, levantou uma forte crítica à prisão de quatro militares e um policial acusados de planejar um golpe de Estado e assassinatos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas redes sociais, nesta terça-feira (19), Eduardo classificou o caso como “perseguição política” e questionou a motivação por trás das prisões, apontando um suposto uso de narrativas forjadas pelo governo.

O parlamentar se mostrou irritado com as prisões, afirmando que o governo busca agora “reforçar sua narrativa” com acusações vazias. “Ficou ridículo prender senhorinhas e mães de famílias desarmadas, agora inventam um plano para matar autoridades”, disparou Eduardo, alegando que não há qualquer evidência concreta de um crime. Em sua visão, os “atos preparatórios” não são puníveis, e ele desafiou a argumentação das autoridades, sugerindo que as investigações são apenas um meio de manipulação política.

Questionando ainda o tempo de execução do plano, Eduardo provocou: “Se o tal plano era para dezembro de 2022, por que ele nunca se concretizou? Qual a urgência dessas prisões agora?” O deputado também levantou dúvidas sobre a origem das acusações, insinuando que o plano poderia ser fruto de conversas privadas em grupos de WhatsApp, como já ocorreu em outras situações.

Além das críticas, Eduardo Bolsonaro conectou o caso à política internacional, fazendo uma analogia com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Ele insinuou que o “sistema” no Brasil estava se enfraquecendo, perdendo apoio e financiamento, o que explicaria a movimentação das autoridades para intensificar a pressão política no país. “O sistema agoniza, vai perder parcerias e suporte para as eleições de 2026”, afirmou o deputado.

Por fim, o filho de Bolsonaro reforçou sua defesa pela anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, considerando que muitos dos condenados nem sequer cometeram crimes reais. “Enquanto insistirem na perseguição, a polarização vai continuar. Precisamos de uma anistia urgente”, concluiu, acirrando ainda mais o tom da sua fala.

A reação de Eduardo Bolsonaro vem em meio a um clima tenso no cenário político, onde as investigações e as acusações de conspiração continuam a dividir opiniões e fortalecer a polarização no Brasil.

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