O pacote fiscal do governo, que prevê uma redução de R$ 70 bilhões nos gastos públicos até 2026, continua travado no Congresso e já entra na quarta semana de discussões. A proposta visa cortar R$ 30 bilhões em 2025, sem prejudicar programas sociais como o Bolsa Família. No entanto, as dificuldades políticas complicam a implementação do plano.
Especialistas como Acilio Marinello, sócio-fundador da Essentia Consulting, destacam que o governo tenta alinhar as propostas com as expectativas do mercado, buscando um número que seja aceitável para investidores. Entretanto, a resistência no Congresso é forte, com desafios envolvendo cortes em setores sensíveis, como benefícios sociais e emendas parlamentares.
Para o planejador financeiro Idean Alves, o ajuste fiscal será difícil e enfrentará negociações complexas no Congresso. A previsão é de que o corte final de gastos fique entre R$ 25 e R$ 30 bilhões, um valor que traria alívio temporário, mas ainda insuficiente para muitos especialistas.
O governo também analisa mudanças em benefícios como o seguro-desemprego e o abono salarial, com a possibilidade de desvinculá-los do salário mínimo. Contudo, a falta de vontade política para enfrentar privilégios é vista como o maior obstáculo para a aprovação do pacote fiscal.









