Manaus | 22 de julho de 2026 | 14:13:36

Clássicos do Brasileirão equilibram forças entre rivais em fases opostas?

É comum ouvir que, em clássicos, as fases das equipes não importam — “na hora que a bola rola, tudo se nivela”. Inspirado por essa ideia e pelos clássicos da rodada — Corinthians x Palmeiras e Botafogo x Vasco — o Espião Estatístico analisou todos os confrontos do Brasileirão desde 2015 e descobriu que a realidade é um pouco diferente.

Enquanto Corinthians e Palmeiras se enfrentam na segunda-feira e Botafogo e Vasco duelam na terça, esta última rodada com clássicos no Brasileirão 2023 promete influenciar a classificação. No caso de Botafogo e Vasco, separados por oito posições antes da 32ª rodada, o histórico revela equilíbrio: em 14 clássicos com essa diferença de colocação, o time acima venceu 28,57% das vezes, mesmo percentual de vitórias do time de baixo, enquanto os empates prevaleceram (42,86%).

Para Corinthians e Palmeiras, com uma diferença de 13 posições, o cenário é mais dividido. Em 12 jogos com essa distância, 50% das vitórias foram do time acima, enquanto as outras se dividiram igualmente entre vitória do time de baixo e empate. Já nos jogos entre equipes que não são rivais, o favoritismo do time acima na tabela é mais evidente — 46,4% de vitórias com diferença de oito posições e 52,94% quando a diferença é de 13 posições.

À medida que a distância entre as colocações aumenta, a probabilidade de vitória do time mais bem posicionado também cresce, especialmente em confrontos entre o G4 e o Z4. Contudo, esse cenário é menos frequente nos clássicos: apenas 2,93% dos jogos analisados tiveram 16 ou mais posições de diferença, com três vitórias para o time acima, dois empates e duas vitórias para o time de baixo. Nos jogos comuns, esse percentual sobe para 5,11%, com 94 vitórias do time acima, 38 empates e 37 vitórias do time do Z4.

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