Duas horas de debate, oportunidade que os candidatos Roberto Cidade (UB), Marcelo Ramos (PT), Amom Mandel (Cidadania), Wilker Barreto (Mobiliza) e Gilberto Vasconcelos (PSTU) tiveram para apresentar suas propostas e mostrar para a população de Manaus os planos para os próximos quatro anos.
Mas o que se viu foi, mais uma vez, um debate sem muito conteúdo, cheio de ataques pessoais e, como diz um dos candidatos, “performances para gerar cortes para as redes sociais.” O que o manaura gostaria de ouvir não ouviu, que seriam as idéias para que problemas da vida real pudessem ser solucionados.
Os temas foram os mesmos, parecia que os candidatos só sabiam falar do dinheiro gasto pela prefeito de Manaus, David Almeida, em tintas e em bolachas para a merenda escolar. Esses são dois dos problemas da atual gestão, realmente, mas os manauaras têm outros que também mereciam atenção dos candidatos.
Alfinetadas
Wilker Barreto (Mobiliza) e Amom Mandel (Cidadania) protagonizaram discussões que não elevaram o nível do debate. Ao responder a Wilker sobre quais seriam suas propostas para melhorar a questão da saúde municipal, Amom mostrou uma laranja e afirmou que depois do debate iria entregar um “presente” para ele. Wilker não deixou barato, e mencionou a falta de “experiência” no jovem candidato, inclusive deu os parabéns a Amom pela “colação de grau na última semana”, e disse esperar que Amom conclua o Mestrado após ter tido apenas a primeira aula.
Em outro momento, o candidato Cap. Alberto Neto (PL) criticou Amom dizendo que ele não conseguiu “estudar nem as regras do debate imagina os problemas da cidade”.
O que também se viu foi o embate entre os candidatos Roberto Cidade (UB) e Marcelo Ramos (PT). Ao perguntar o que Ramos achava do dinheiro gasto por David Almeida em tinta e eventos, o petista afirmou que concordava com as palavras do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, mas que “faltava autoridade” de Cidade para criticar a gestão pública pois, segundo Marcelo, como deputado, Cidade “não colocou nem R$ 1 real para melhorar a vida do manauara”, e que ele seria liderado por quem criou o “colapso na saúde do Amazonas e de Manaus”.









