A última tentativa do candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro de emplacar uma reação na corrida eleitoral para prefeitura de Manaus foi colocada em prática. Sob as bençãos do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o pré-candidato Cap. Alberto Neto conseguiu fazer com que a então pré-candidata pelo Novo, Maria do Carmo Seffair, abrisse mão de sua candidatura para figurar como sua vice-prefeita.
Esse movimento pode ser entendido como a “bala de prata” do capitão, uma vez que a sua popularidade está em queda livre. O resultado da última pesquisa mostra Alberto Neto com 8,5% das intenções de voto, distante daqueles 13% já registrados em outro momento.
Mas a aglutinação de candidaturas, Alberto Neto e Maria do Carmo, não deve surtir muito efeito prático, em termos de votação. Afinal, a representante do Novo sequer alcança os 5% da preferência do eleitorado manauense.
O que se pode extrair desse cenário é o enfraquecimento do poder político centrado na figura de Bolsonaro. Antes tido como um possível “fiel da balança” nas eleições locais, por Manaus ter sido uma das capitais mais bolsonarista nas últimas eleições para presidente, os números indicam que atualmente o ex-presidente não tem o poder de interferir na escolha dos eleitores.
Resta a partir de agora, entender o real motivo dessa união. Para Maria do Carmo, que se apresentava como uma “nova” peça no cenário político, ser colocada como pré-candidata à vice-prefeita numa chapa que pouca chance tem de chegar ao segundo turno gera uma incerteza quanto ao seu futuro. Ainda mais depois de ter ido pegar as bençãos de uma “raposa da política” como Valdemar da Costa Neto. Isso definitivamente não tem nada de “Novo”.









