Há quem diga que a inteligência artificial em pouco tempo terá mais espaço no mercado de trabalho do que a grande massa de pessoas que hoje sua para levar o sustento para casa. E isso assusta, porque temos visto uma Highway sem fim para esse futuro cada vez mais próximo. Mas não precisamos temer o computador que traça linha de raciocínio, e sim os seus donos.
Presenciamos uma sociedade sufocada pela dominância de bilionários como Elon Musk e Mark Zuckerberg, que por acumularem uma grande quantidade de riqueza, contribuem para a disparidade econômica e, sobretudo, influenciam de maneira globalizada decisões políticas governamentais e regulamentações que visam, prioritariamente, seus interesses pessoais e empresariais.
Quando lembramos que Hollywood tanto já tratou do tema “Rebelião das Máquinas”, em que nos mostrava os perigos de estarmos cada vez mais dependentes das máquinas, dos robôs, das inteligências artificiais, se faz necessário compreender que por trás desses algoritmos existem mentes humanas com o intuito de nos tornar refugiados do nosso próprio intelecto.
Atualmente, nas redes sociais, nos sites, no mundo digital, no mundo real, o ser humano está sendo tolhido de exercer o seu livre pensamento e expressá-lo da maneira que bem entender. E não estou me referindo à possíveis crimes de liberdade de expressão decorrentes de atingimento a honra de terceiros. Estou falando das ideias que contrariam a vontade imposta pelos “donos” do planeta virtual, que vertiginosamente impacta o real.
A influência de Musk e Zuckerberg pode minar os princípios democráticos e a representação equitativa dos interesses da população em geral, afinal, eles que determinam os algoritmos e a régua do que pode e não pode transitar pelas telas cada vez mais presentes na vida das pessoas.
E na guerra fria entre os grandes monopólios e oligarcas da tecnologia estamos nós, os refugiados do nosso próprio intelecto, que como massa de manobra somos guiados por onde devemos ir e o que podemos pensar.
Por isso é necessário ser aquele que olha para fora da caixa, para que não seja apenas mais um rótulo de uma embalagem produzida pela máquina da sociedade de consumo. Se estão conseguindo amarrar os dedos para que não teclemos o que pensamos, jamais conseguirão deter o pensamento de uma mente crítica, insatisfeita e combativa.









