Um boto foi encontrado em estado debilitado na margem do Rio Tocantins, na Orla de Marabá, no Pará, nas proximidades do Bar Araguaia e do Restaurante Domani. O animal apresentava dificuldades para nadar e lutava para sobreviver, chamando a atenção de dezenas de pessoas que passavam pelo local.
De acordo com relatos, há suspeitas de que o boto esteja doente ou tenha sofrido ferimentos provocados por redes de pesca ou até mesmo por ataques de predadores. A situação gerou grande comoção entre os moradores e visitantes que acompanharam a cena.
Outro fato que emocionou as testemunhas foi o comportamento de outros botos da mesma espécie, que permaneceram nadando ao redor do animal agonizante durante boa parte do tempo, comportamento que pode estar relacionado aos laços sociais característicos desses mamíferos aquáticos.
Diante da ocorrência, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e do Corpo de Bombeiros Militar foram acionadas para realizar a contenção e o resgate do animal, com o objetivo de avaliar seu estado clínico e definir os procedimentos necessários para aumentar suas chances de sobrevivência.
Após o resgate, surgiu um questionamento sobre o acompanhamento do boto. O responsável pela fiscalização do órgão, Mateus Rocha, foi questionado pela imprensa local sobre como será realizado o monitoramento do animal após a soltura. Segundo o relato, ele não detalhou como esse rastreamento será feito, já que nenhum chip de monitoramento foi implantado no boto antes de ser devolvido ao rio.
O caso reforça a importância da preservação dos botos amazônicos e da adoção de medidas para reduzir os riscos causados por atividades humanas, como a pesca irregular e outros impactos ambientais que ameaçam a fauna dos rios da Amazônia.
Assista o vídeo na página do nosso Instagram





