A professora Débora Moura, de 36 anos, que teve as partes íntimas apalpadas por um homem dentro de um supermercado, em Manaus, veio a público dizer que ainda foi xingada pelo suspeito após o crime. O caso aconteceu no sábado (20/4), na Zona Centro-Sul da capital.
Débora contou que estava na lanchonete do supermercado, quando o homem se aproximou por trás e passou a mão nas partes íntimas dela, e que após o crime, o homem se escondeu no banheiro. Ao sair do local, o criminoso ainda proferiu ofensas contra ela.
“Na hora, eu olhei para outras pessoas, pedindo ajuda, dizendo que ele tocou em mim. Foi aí que ele se escondeu no banheiro e quando saiu, já saiu me agredindo, me chamando de gorda, de feia, tribufu, chamou palavrão, e ficou dizendo que a mulher dele era mais bonita”, relatou a vítima.
Ela conta ainda que ele tentou agredi-la, “Pelo tipo de toque eu percebi que não era um esbarrão. Aí eu empurrei ele, e ele reagiu dizendo com um discurso pronto: ‘você não está vendo que eu sou um idoso? Me respeite’. Ou seja, ele já veio tentando desvalidar a minha reação, e aí começou a tentar me agredir”.
Débora afirmou que foi ela quem chamou a polícia e que, mesmo após denunciar o caso para a direção do supermercado, nem a polícia e nem o supermercado fizeram algo a respeito.
“Além de ser importunada, fui agredida na minha honra também. São muitas as dificuldades que a gente encontra para buscar por justiça? É muito desafiador ser mulher. Tive dificuldade dentro do supermercado, na delegacia. Tudo o que eu falei eu tive que provar por imagem. Fiquei uma hora na delegacia tentando provar que eu tinha sido vítima de importunação sexual”, finalizou.
Outras duas mulheres também foram importunadas pelo suspeito, no mesmo local.
Em nota, o supermercado informou que “prontamente interviu, dando total suporte à vítima, bem como salvaguardando a integridade física do suposto autor, diante do tumulto criado”.
O estabelecimento disse também que colaborou com a polícia ao fornecer as imagens da câmera de segurança do local, e que funcionários também deram seu testemunho sobre o ocorrido.
O delegado titular do 12º DIP, Alan Queiroz, para onde o caso foi encaminhado, disse que as investigações prosseguem para tentar coletar mais provas.





