Manaus | 4 de junho de 2026 | 14:42:35

Violência no Equador: carros-bomba explodem e dezenas de guardas se tornam reféns em prisões

Atentados em Quito e tensões nas prisões do Equador desencadeiam séria crise.

O Equador enfrenta uma onda de violência, especialmente em sua capital, Quito, desencadeada por transferências de presos e operações de busca por armas em suas prisões.

Na quarta-feira (30/8) e na quinta-feira (31/8), dois carros-bomba explodiram em Quito, com o objetivo de atingir autoridades do sistema penitenciário do país, conhecido como Snai. Nenhum ferimento foi relatado nos ataques, e seis pessoas foram presas imediatamente após os atentados. Um dos alvos das bombas foi um edifício que já havia sido utilizado pelo Snai, enquanto a outra explosão ocorreu em frente à sede da agência, marcando a primeira vez que tal evento aconteceu na capital do país.

Nesta sexta-feira (1º/9), mais de 50 guardas prisionais e sete policiais se tornaram reféns em seis prisões equatorianas. O ministro da Segurança, Wagner Bravo, informou à rádio Fmundo que algumas das pessoas transferidas eram suspeitas do assassinato de Fernando Villavicencio, um candidato à Presidência morto em agosto.

O ministro do Interior do Equador, Juan Zapata, expressou preocupação com a segurança de seus funcionários, sem entrar em detalhes sobre as medidas tomadas pelo governo. Além disso, explosões de granadas foram ouvidas em Quito entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, conforme confirmado pelo prefeito Pabel Muñoz.

O diretor-geral de Investigações da Polícia Nacional, general Pablo Ramírez, apontou que os ataques estão relacionados à busca por armas e transferências realizadas em prisões do país. Essas ações coincidem com as operações na prisão de Cotopaxi e um motim em Turi, ambas lideradas pela gangue Los Lobos. Luis Alfredo Arboleda, conhecido como Gordo Luis e líder dos Lobos, foi transferido para a prisão de segurança máxima La Roca, em Guayas.

O Equador enfrenta um aumento da violência relacionada a gangues de tráfico de drogas, o que levou a uma superlotação nas prisões e resultou em centenas de mortes de detentos nos últimos anos. As forças de segurança equatorianas intensificaram as ações para conter a violência, incluindo buscas por armas e explosivos em prisões como a de Cotopaxi, na cidade de Latacunga, como parte dos esforços para prevenir mais violência.

O presidente do Equador, Guillermo Lasso, enfatizou que o governo não recuará na busca por criminosos perigosos e na pacificação das prisões, apesar das reações violentas de organizações criminosas. A violência também atingiu a esfera política, com o assassinato do candidato à Presidência Fernando Villavicencio em agosto. O Equador está se preparando para o segundo turno das eleições presidenciais, que acontecerá em 15 de outubro.

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