Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, foi morto em espécie de “câmara de gás” em veículo da corporação em Sergipe.

Morto após abordagem violenta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, foi recebido sob forte emoção em um cemitério de Umbaúba, Sergipe. “Queremos justiça! Umbaúba chora”.

O enterro foi marcado por muito choro e grito. O corpo da vítima foi recebida com aplausos logo que chegou no local.

https://youtu.be/ypx3uB3piKQ

Antes do enterro, moradores protestaram na BR-101, onde ocorreu a abordagem da PRF que resultou na morte de Genivaldo, nessa quarta-feira (25/5). Os manifestantes colocaram fogo em pneus e fecharam uma das rodovias.

Genivaldo não resistiu depois de ser preso por policiais dentro de uma espécie de “câmara de gás” montada no porta-malas de uma viatura. Ele morreu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda, segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML). A ação foi registrada em vídeo.

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso.

https://youtu.be/GBwaTYpEAQY

“Diligências acerca do caso já foram iniciadas, e a PF [Polícia Federal] trabalha para esclarecer o ocorrido o mais breve possível”, frisou a corporação, em nota à imprensa.
O Ministério Público Federal (MPF) informou hoje ter aberto um procedimento para acompanhar as investigações.

A Polícia Civil de Sergipe (PCSE) colheu depoimentos de familiares e testemunhas. Os agentes da PRF que participaram da abordagem, contudo, não foram ouvidos pela corporação.

“Também foi providenciado pela Polícia Civil um relatório do local da ocorrência. Todas as informações colhidas foram remetidas para a Polícia Federal na manhã desta quinta-feira”, ressaltou a PCSE.

Em nota, a PRF anunciou a instauração de procedimento para apurar a conduta dos agentes envolvidos.

“Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil. No entanto, durante o deslocamento, passou mal, foi socorrido e levado para o Hospital José Nailson Moura, onde posteriormente foi atendido, e o óbito, constatado”, detalhou a corporação.

A Polícia Rodoviária Federal alegou também que a vítima resistiu “ativamente” à abordagem e que teriam sido “empregadas técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo para sua contenção”.

Fonte: Metrópoles